domingo, 7 de dezembro de 2008

...São pensamentos soltos...

Guardo o meu amor por dentro. É precioso. Pensar nele faz com que eu tenha vontade de cuidar de mim mesmo – então é bom. Guardando, guardando, feito jóia. Precioso, delicado. Meus dias têm sido claros.
[Caio F.]


Aqui estou eu tentando viver, ou melhor,
tentando ensinar a morte
dentro de mim a viver.

[Jean Cocteau]

Amar é mais importante do que viver. Viver pode vir depois.

[Fabrício Carpinejar]





Daquele tempo nem tão distante, daqueles dias que até hoje duram às vezes duas, às vezes duzentas horas, restou essa sensação de que, como eles, também me vou tombando rápido dentro da boca de um vulcão aberto sem fôlego nem tempo para repetir como numa justificativa, ou oração, ou mantra, enquanto caio sem salvação no fogo que é verdade, que si, que no, que nadie puede mismo vivir sin amor.

[Caio F.]



Sento-me aqui encostada nessa parede fria e branca e com a cabeça depositada em cima dos joelhos vou vivendo minha dor e experimentando aos poucos essa falta de entendimento que amarga minha boca e entorpece meu coração. Eu preciso dizer tantas coisas. Eu preciso fazer tantas coisas. Mas nada acontece além desse silêncio, nada acontece além desse buraco, esse vazio, essa vontade. E eu não sei o que vem depois disso e sinto medo. Odeio o meu medo. Odeio quando ele se abaixa diante de mim e beija meu rosto. Por isso enlouqueço. Vivo como louca, como uma andarilha. Mulher sem razão. Entendo os que bebem. Entendo os que precisam beber até dormir, até cair, quem sabe não acordam machucados por lembranças vagas de um outro pesadelo que não o seu? No entanto, como diria Caio, a vida não é apagável. E no fundo no fundo, nem quero que nada se apague. Nada nada nada. Preciso de cada memória. Preciso de todos os instantes. Preciso costurar minhas lembranças na minha carne. Preciso colar todos os pedaços de mim que estão despedaçados porque em cada partícula tem um pouco do que preciso pra continuar. Preciso voltar a piscar meus olhos pra encontrar dentro dessa escuridão não somente minhas lágrimas, mas todo o resto que guardei. Preciso levantar daqui, me encarar no espelho e saber distinguir onde termina o outro para começar eu. Preciso do som das asas de qualquer borboleta - as minhas quem sabe. Preciso morrer para ressuscitar.
[S.Botelho]


2 comentários:

Anônimo disse...

Eu jamais vou encontrar alguém que consegue envolver uma alma com palavras, como você envolve...

Adorei ter tudo isso de volta!

Brisa de borboletas...

:)

Marcela

Gatinha disse...

Um comentario solto:
Hoje descobri que temos flores enfeitando o nosso destino,descobri que o céu conspira a favor do nosso amor, descobri que você tem razão quanto a esta música "Nosso amor e nossa cama não empreste a ninguém não", descobri que pra estar no aconchego dos teus braços qualquer coisa no mundo eu enfrento,descobri que adoro a saudade quando ela esta pra terminar, descobri que tantas vezes pedi a Deus um pouco de força e luz e a resposta veio em seu sorriso, num olhar cumplice, em um gesto de amor, descobri que a gente pode insistir, em prosseguir, em acreditar, em dividir, em estar, em ser-(mos) duas pessoas em uma só alma, descobri que Deus insiste em nos abençoar em nos mostrar o caminho, mesmo que este seja o mais dificil, o mais complicado, mas também o mais bonito. Descobri que a nossa música sempre irá tocar n’As quatro estações, descobri que posso escrever errado pra expressar o sentimento certo, descobri que temos muitas coisas para descobrirmos. Descobri que eu também quero descobrir 20 anos com você. Descobri que nos descobrimos em varios momentos de nossas vidas,no shopping, no metro, na madrugada, após anos. Descobri lugares que quero te mostrar, descobri que sou responsavel pelo seu amor por mim. Descobri que há quase nove anos amor som do seu sorriso no telefon. Hoje descobri que você foi e é a minha melhor descoberta. Descobri que te descobri dentro de mim.
Amo você
Gatinha